Algumas palestras motivacionais (mas das boas)

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TED Talk – Bono: The good news on poverty (Yes, there’s good news)

Bono, fala sobre o combate à pobreza e mostram em números o que já foi atingido e o que falta atingir.

Boa “Talk”

http://www.ted.com/talks/lang/pt/bono_the_good_news_on_poverty_yes_there_s_good_news.html

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Clube dos Mourinhos

O título é um tanto ó quanto enganador, mas servi-me do nome de um dos melhores treinadores de futebol de sempre, para apelidar os novos burgueses da sociedade portuguesa.

Hoje ao vir do trabalho para casa, vinha a ouvir um programa que costumo gostar de ouvir, a Prova Oral, na Antena 3, apresentado pelo Fernando Alvim coadjuvado pela sua colega Xana Alves.

Antes de mais, convém saber que só agora é que descobri que um dos convidados é um dos mais, na minha opinião, ridículos escritores deste país, Joel Neto e  o outro chama-se Pedro Boucherie Mendes, de quem deixo uma pequena entrevista para que possam entender de quem falo (http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=13894)

Estes dois sujeitos, tiveram talvez a mais ridícula e desfasada da realidade, entrevista que ouvi nos últimos tempos.

Adoptaram o “Estilo Mourinho” (daí o título deste artigo), para denegrir e humilhar a sociedade portuguesa. Um deles defendia que os portugueses trabalham pouco, que só querem é mais dinheiro e que não gostam de trabalhar, finalizando com o argumento de que os portugueses não gostam de ricos.

Só alguém com muito pouca noção da realidade fala à boca cheia dos outros. Pois bem, eu dentro do meu pouco conhecimento, sei que nasci num bairro social, cresci num subúrbio e agora pertenço (ainda) à classe média.

Costumo dizer que ignorantes podemos ser todos, burros só o é quem quer. E estes dois sujeitos, caem na última classificação, são burros (sem desprimor para o quadrupede, claro).

Pertencem ao “Clube dos Mourinhos”, são a antiga burguesia e que estão ali com pretensões para quererem ser ricos, mais faltando-lhes ainda tirar o dedo do ânus, para dar o salto.

E por se posicionarem aí, nesse “novo” pequeno clube, que adotou apenas e unicamente a caracteristica da arrogância do Mourinho, para se acharem acima da média.

Nenhum deles adotou por exemplo a humildade de se ajoelhar perante os seus jogadores, atribuindo-lhes o mérito da conquista, tal como o faz Mourinho, mas essa é uma característica que não fica bem a um Senhor burguês.

O que as pessoas desse clube não sabem, porque são burros, é que os portugueses não odeiam ricos, os portugueses odeiam oportunistas, intrujões, canalhas, ditadores, etc., acho que já me fiz entender. O problema aqui é que os burros, ainda não perceberam que os ricos em Portugal são na sua maioria, portadores desta deficiência.

Posso dar alguns exemplos, é raro ouvir pessoas dizerem mal do Rui Nabeiro, que no entanto é um dos homens mais ricos em Portugal. E porque é que isso acontece? É simples, porque o Rui Nabeiro sabe ser rico, sabe dar a quem lhe deu, sabe respeitar as pessoas que trabalham para ele. A história pessoal do Rui Nabeiro, falará melhor dele do que eu.

No lado oposto, temos Belmiro Azevedo e Américo Amorim por exemplo, que só a titulo de curiosidade, no caso do homem da cortiça despediu, no ano em que obteve os maiores lucros de toda a história do grupo, famílias inteiras deixando-as sem qualquer sustento e no caso do Sr. Sonae, por exemplo, explora os fornecedores para além do limite que eles podem suportar, para depois os poder explorar em situação de fraqueza.

Este são os grandes atributos dos ricos portugueses, que nós, o povo, odeia.

Criei uma frase, que também a utilizo sempre que alguém me apresenta este argumento, que é a seguinte: “Eu não odeio ricos, eu não posso é com a existência de pobres”.

Poderíamos ser todos ricos, porque não? Para já criávamos um problema filosófico, que nos diria que se somos todos ricos então não há ricos e isso empurrar-nos-ia para um paradigma politico em que diríamos que somos comunistas. Percebem agora porque é que os ricos não podem com comunistas?

Eu não me identifico com os atuais partidos comunistas, mas identifico-me com uma grande parte da sua ideologia. E nesse sentido, considero que a Direita gosta muito de brincar aos polícias e ladrões, aos ricos e aos pobres, ao dono e ao escravo, por isso abomino por completo a direita.

Mas estes Srs. do “Clube do Mourinho”, colocam-se efetivamente à direita, do lado do liberalismo, do lado da Lei de Darwin, para a sociedade. Contudo Darwin formulou essa lei para a sobrevivência da espécie onde todos os seus elementos se movem na sociedade de forma igual e onde resiste quem melhor se adapta. As sociedades humanas já há muito que deixaram de funcionar assim. Seria o mesmo que chegar a uma sociedade de hienas e pegar numa hiena e dotá-la de meios para destruir os outros, sem que estes se possam defender de igual para igual. É assim que funciona a nossa sociedade, onde os ricos compram a justiça, onde os ricos compram a saúde, onde os ricos compram tudo o que se lhes mete à frente para atingir os seus fins. É claro que não há outra hipótese que não odiá-los.

Já os novos burgueses, estão à espera da melhor oportunidade para tirar o dedo do ânus e vergar-se a tudo para poderem ser ricos.

Enquanto o meu pai e a minha mãe começaram a trabalhar aos 9 anos de idade, foram enganados pelas pessoas que lhe deveriam ter feito descontos para a segurança social, os filhos dos burgueses estavam na escola a estudar.

Enquanto o meu pai “foi bater com os costados no ultramar”, os filhos dos burgueses estavam a fugir para a França ou para o Brasil.

Enquanto os meus pais lutaram toda a vida para nos dar uma vida melhor que a deles, os filhos dos burgueses eram brindados com carrinhos e casas.

Estas são apenas algumas das diferenças, entre classes, que os burgueses chamam ódio aos ricos.

Enquanto os burgueses continuam a falar sem saberem (burros) do RSI, no Brasil reduziu-se a taxa de criminalidade criando um subsídio semelhante. Esses burros ignoram que o RSI é para muitos a parede que os separa da criminalidade. Porque a criminalidade não tem toda origem na maldade, muita dela provém do desespero.

Enquanto os burros continuam a dizer que NÓS, reparem que o NÓS, refere-se ao povo, andou a viver acima das possibilidades, eu pergunto quem foram esses portugueses. Quem foram os responsáveis por convencer todos os portugueses que poderiam comprar e pagar uma casa? Os donos dos bancos, os ricos.

Quem foram os responsáveis por convencer todos os portugueses que poderiam comprar um carro? Os donos das fábricas de automóveis, os ricos.

Quem foram os responsáveis por convencer todos os portugueses que poderiam ir de férias para qualquer lado? Os donos das agências de viagens, os ricos.

Muitos dirão que burros são os que foram convencidos, a essas pessoas respondo, que esses foram os ignorantes, porque desconheciam os riscos e não tinham, nem tem a formação que hoje os jovens tem. Eles viviam do dia-a-dia, trabalhando em tudo e mais alguma coisa, adaptando-se para sobreviver, no entanto os burros souberam aproveitar-se das fraquezas deles, da ignorância, para os explorar.

As pessoas tem de ter capacidade de se colocarem nos sapatos do seu vizinho, tentar ver o mundo pelos olhos deles, porque se assim não for, então vivem numa realidade que é só a deles.

E um dia, esses, burros, que reclamam porque o povo só sabe reclamar (aqui está uma bela ironia), vão deixar de ouvir o povo reclamar e começar a agir. E nesse dia, pode ser que se apercebam que talvez fosse preferível que continuassem a reclamar em vez de agir.

E nessa altura, vão-se lembrar do velho ditado popular: “Cão que ladra não morde”, só que nessa altura já não vão ouvir os latidos, vão sentir a ferradela.

Não sou contra os ricos, mas desejo ardentemente que os burros desta sociedade desapareçam de vez.

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O ponto em comum

Nos últimos dias vi três videos (obrigado ao facebook), que apesar de aparentemente abordarem temas completamente diferentes, no fundo ambos tocam num ponto em comum.

Não vou dizer qual é, para não influenciar a interpretação de quem for ver os vídeos.

Podem até nem concordar com um, com outro ou com ambos, mas espero que os vejam, retirem as ilações que vos for possível e olhem para o mundo de uma forma diferente.

Cientificamente falando, ambos os vídeos me parecem bastante ricos e com muita matéria, para que possam ser defendidos ou atacados.

O que me preocupa mais é o ponto em comum entre os vídeos. Num próximo artigo vou tentar abordar de uma forma generalista, porque para mim não há outra forma de o fazer, esse ponto em comum, que eu detectei, aliás, apresentarei mais uma ou outra informação que ao longo do tempo fui recolhendo sobre essa matéria.

E estou completamente convencido, que todos vão encontrar esse ponto em comum.

O interessante dos três vídeos, é que são todos de regiões geográficas diferentes, temas diferentes e com um único ponto em comum.

Vejam se encontra o mesmo ponto em comum que eu encontrei.

Vídeo 1 – Story of Stuff, Full Version; How Things Work, About Stuff

Vídeo 2 – Professor da USP: Ricardo Augusto Felicio (Aquecimento Global)

Vídeo 3 – Reporter TVI – Facturas de Betão

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Ken Robinson afirma que as escolas matam a criatividade (os professores deviam ouvir isto)

Mais um excelente TED.

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TED Talk – As pistas para uma grande história

O TED está repleto de grandes comunicadores, fica aqui mais um que trás uma grande história.
Andrew Stanton
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Como é que o cérebro te diz onde estás

Explicado cientificamente, em mais uma excelente TED Talk.
Neil Burgess

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Os transportes públicos

Acabei de ler o artigo da Visão sobre os transportes e para o tamanho do artigo, posso dizer que até foi bastante objectivo.

Não fala muito da sustentabilidade (ou falta dela) das empresas de transportes, com excepção para o Metro do Porto, mas deixa alguns pontos para reflexão que será o que farei de imediato.

Os pontos são retirados do artigo, as opiniões são, obviamente, minhas:

Nota: as empresas analisadas no artigo são: CP, Metro de Lisboa, Metro do Porto, STCP, Carris, Transtejo/Soflusa e Refer.

  • a dívida estimada do sector represente 10% do PIB do país.

Opinião: só estamos a falar dos transportes (não sei se a TAP está englobada neste sector), se começarmos a colocar os outros sectores, vamos começar a perceber quem é que criou a dívida portuguesa

  • Só em juros são pagos (por estas empresas) 590 milhões de euros por ano.

Opinião: O artigo fala na hipótese de se reestruturar a dívida, que é a primeira opção que eu defendo. Se o esforço de recuperação da economia do país deveria ser de todos, não consigo perceber porque é que os bancos continuam sem participar nele.

  • A maior parte da dívida destas empresas deve-se com a renovação ou criação de infra-estruturas e equipamentos.

Opinião: Agora chamando, os bois pelos nomes: as empresas financiaram-se porque politicamente os seus gestores tem de deixar obra e os presidentes das autarquias tem de agradar aos munícipes.

Só a título de exemplo, porque é o que me é mais próximo, vou continuar a não perceber porque motivo o Metro do Porto, construiu linhas para a Rio Tinto ou aumentou a linha de Gaia até Sto. Ovídio e menos ainda a reformulação da linha para a Póvoa de Varzim (linha essa que tinha sido abandonada pela CP, por defender que a linha não trazia retorno). Por isso, e por muito que me digam que o Metro do Porto serve muita gente (segundo o artigo da visão, a taxa de ocupação é de 20%) e que é sustentável (porque as receitas cobrem os prejuízos, tirando a dívida), não há na minha opinião outra razão a não ser a politica (já que o Conselho de Administração da Metro do Porto, tinha como membros os Presidentes das Câmaras dos Concelhos abrangidos pelo metro) para se avançar com linhas ainda antes das centrais estarem consolidadas.

Presumo que em Lisboa aconteça o mesmo.

  • Quase todos os gestores e sindicalistas dizem que não há necessidade de se privatizar, porque não vai trazer nada de novo.

Opinião: Concordo, acho até que vai ser pior, porque normalmente os contratos com privados são feitos para amigos e com medidas compensatórias que podem ser exigidas ao Estado por toda e qualquer situação. Já aconteceu no passado (i.e.: estudar o caso Ponto Vasco da Gama), vai acontecer novamente.

  • Diz um “especialista”/consultor/professor universitário, que os trabalhadores estão a ser míopes, por não abdicarem de direitos que lhes foram no passado garantidos (na sua opinião de forma errada).

Opinião: Deixo só à consideração que quem diz isto é um docente do Instituto Superior Técnico, que consegue ser consultor para os transportes (deve ser em part-time). Se toda a gente soubesse quanto ganham estes especialistas/consultores, para darem aulas (perdão, porem os adjuntos a dar aulas) e fazerem consultoria, seria engraçado de perceber onde está a miopia.

  • Por fim, é dito que a solução é cortar no serviço e aumentar no preço do mesmo. E por outro lado, os transportes públicos perdem utentes todos os anos.

Opinião: o mesmo será dizer que por este caminho, um dia arrisca-mo-nos a pagar por serviço nenhum. E a perderem utentes todos os anos, ainda não perceberam que cada vez há menos vantagens em utilizar os transportes públicos? Deixem massificar os carros eléctricos e vão ver os transportes públicos a desaparecer e aí vai-se o trabalho dos funcionários e mama dos gestores.

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E os Chineses só agora chegaram à EDP

Ao que parece, essa empresa tão filantropa, que é a EDP, nem sequer com os seus escravos, perdão, empregados, consegue ser séria.

Parece que os trabalhadores que efectuam as contagens para a EDP, apesar de cumprirem o que está previsto no Art.º 12 do Código de Trabalho, são forçados a trabalhar, como trabalhar como independentes.

Não há, nem haverá vergonha na cara dos Administradores destas empresas, assim como não há na cara de todos aqueles que aceitam esta realidade como sendo, uma realidade normal.

Artigo 12º do Código do Trabalho
Presunção de contrato de trabalho
1 – Presume-se a existência de contrato de trabalho quando, na relação entre a pessoa que presta uma actividade e outra ou outras que dela beneficiam, se verifiquem algumas das seguintes características:

a) A actividade seja realizada em local pertencente ao seu beneficiário ou por ele determinado;
b) Os equipamentos e instrumentos de trabalho utilizados pertençam ao beneficiário da actividade;
c) O prestador de actividade observe horas de início e de termo da prestação, determinadas pelo beneficiário da mesma;
d) Seja paga, com determinada periodicidade, uma quantia certa ao prestador de actividade, como contrapartida da mesma;
e) O prestador de actividade desempenhe funções de direcção ou chefia na estrutura orgânica da empresa.

2 – Constitui contra-ordenação muito grave imputável ao empregador a prestação de actividade, por forma aparentemente autónoma, em condições características de contrato de trabalho, que possa causar prejuízo ao trabalhador ou ao Estado.
3 – Em caso de reincidência, é aplicada a sanção acessória de privação do direito a subsídio ou benefício outorgado por entidade ou serviço público, por período até dois anos.
4 – Pelo pagamento da coima, são solidariamente responsáveis o empregador, as sociedades que com este se encontrem em relações de participações recíprocas, de domínio ou de grupo, bem como o gerente, administrador ou director, nas condições a que se referem o artigo 334º e o nº 2 do artigo 335º.

 

Ver mais.

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Não deve ser agradável para o FBI

Não deve ser nada agradável para o FBI e para a Scotland Yard serem apanhados em escutas.

Ou seja, neste caso o gato é que foi apanhado na ratoeira. Sendo que as escutas são uma ferramenta muito utilizada por estas duas agencias, para realizar o seu trabalho, serem agora apanhados pelo grupo activista Anonymous, numa escuta, onde até estão a falar sobre os procedimentos para investigar o grupo em causa, deve ser mesmo muito embaraçoso.

Mais informação.

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